Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de um bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser
Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar
Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro,
E uma cara embriagada no espelho do banheiro
Ana... Teus lábios são labirintos... Ana
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana
Ana... Teus lábios são labirintos... Ana
Eu sigo a tua pista todo o dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana
Ana... Teus lábios são labirintos... Ana
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante sempre me engana
E eu sigo a tua pista todo o dia da semana
O que eu falei foi sem pensar...
Foi sem pensar.
Quantas vezes eu estive cara à cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Na falta de algo melhor nunca me faltou coragem
Se eu soubesse antes o que sei agora
Erraria tudo exatamente igual
Tenho vivido um dia por semana... acaba a grana, mês
ainda tem
Sem passado nem futuro, eu vivo um dia de cada vez
Quantas vezes eu estive cara à cara com a pior
metade?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Se eu soubesse antes o que sei agora
Iria embora antes do final
Surfando karmas e DNA
Não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar
Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o mar
Surfando karmas & dna
Na falta do que fazer, inventei minha liberdade
Surfando karmas e DNA
Não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar
Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o mar
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